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Archive for janeiro \28\UTC 2010

Uma manhã normal de férias.

Eu acordo as 8.

Vou pra cozinha preparar meu nescau.

Minha mãe acorda em torno de 5:30 da manhã

Ela volta da ginástica.

Ela começa a falar comigo.

E fala fala fala fala fala…

Eu uso 90% dos meus neurônios funcionais no momento pra simplesmente entender o que ela está dizendo.

Os demais 10% são para me manter acordada e viva.

Se ela pergunta alguma coisa respondo com “uhum”.

Senão não falo nada de volta.

Ela pergunta se estou chateada/triste/qualquer coisa.

Eu respondo sinceramente que não.

Por causa da pergunta começo a ficar de mau humor.

Ela continua falando.

Eu continuo com meu procedimento anterior.

Ela pergunta mais uma vez se eu estou chateada/triste/qualquer coisa.

Mias uma vez rspondo que não, desta vez com menos sinceridade.

Fico com mais mau humor ainda por causa da repetição da pergunta.

Ela continua falando.

Eu continuo com meu procedimento.

O leite ferveu, preparo meu nescau.

Ela fala que eu não tenho motivo pra ficar de mau humor.

Felizmente meu cérebro não está nesse momento com capacidade pra atingir nível máximo de mau humor.

Eu concordo com um “uhum” com ela.

Eu pego miha caneca de nescau e vou pro meu quarto.

Dou uma navegada preliminar na internet esperando o nescau esfriar um pouco.

Tomo o nescau.

Mau humor vai desaparecendo.

Vou para a cozinha limpar minha caneca e leiteira.

Mau humor quase 100% foi embora.

Moral da história: não exijam “bom humor” de alguém que acabou de acordar e não teve sua primeira dose de cafeína do dia.

Obrigada!

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Quem acompanha, ou já acompanhou, animes sabe do que eles se tratam. Fillers são aqueles episódios que não fazem parte da série e que estão ali apenas para encher lingüiça, já que a velocidade na qual a história original é escrita é menor do que a de lançamento de episódios. Outra característica que pode ser atribuída aos fillers é o fato de a maioria das pessoas os odiarem.

Então por que eles existem? Para manter a série no ar. Li uma vez uma matéria que os músicos japoneses lançam constantemente singles para não caírem no ostracismo. O pensamento de manter o anime no ar ininterruptamente é o mesmo: manter a franquia na cabeça dos consumidores para que mais de seus produtos sejam vendidos. Mas até que ponto será que isso é realmente válido?

Tomando um exemplo pessoal, eu comecei a assistir Bleach quando ele já estava em torno do episódio 40. Fui “correndo” atrás até estar em dia de quando ele era transmitido no Japão. A qualidade de animação dos 3 primeiros episódios deixava um pouco a desejar mas logo melhorou.  Enfim, logo chegou o episódio 63, que marcou o fim da primeira “saga” do anime.

Marcou também o início da nova saga, que no mangá seria a dos “Arrancar”. Porém não havia capítulos suficientes da nova saga para fazer uma temporada inteira, e aí que entraram os fillers. Eu sabia que seriam fillers mas resolvi dar uma chance mesmo assim, porém parei uns 3 episódios depois. Motivos:

1. O Urahara foi totalmente descaracterizado.

2. Colocaram três bichinhos nada a ver.

3. Vampiros?!

Por conta desses motivos (em especial o1) nunca mais assisti ao anime. A pergunta crucial é: será que eu continuaria a assistir caso ele tivesse sido interrompido e continuado algumas temporadas depois? Não posso dizer com certeza, mas acredito que sim.

Acompanho outro anime chamado “Sayonara Zetsubou Sensei” que conta com 3 temporadas mais OVAs. O anime começou a ser lançado na metade de 2007  e nenhuma das temporadas foi consecutiva. Como resultado, a cada notícia de que uma nova temporada vai ao ar eu dou pulos de alegria e corro atrás de informação. Se tivesse mangá no Brasil com certeza sairia comprar. E mais um detalhe: a qualidade da animação é sempre impecável.

Num anime ininterrupto já não temos essa emoção e “hype” de uma nova temporada. E a qualidade da animação costuma ficar bastante comprometida, sendo que justamente nesses animes que tem fillers é que ela é mais necessária, por haver cenas de lutas. Até o ritmo do anime pode começar a ficar enfadonho. Neste quesito Bleach (até onde eu assisti) conseguiu ir bem. Começou com uma animação de qualidade razoável e foi melhorando. O ritmo geral do anime também foi bom.

Já Naruto é outra história. Acho que a única razão de eu não ter desistido de assistir na primeira temporada é que eu ficava pensando “não pode ser assim tão ruim, vou assistir ais um pouco, não iam falar tanto desse anime se não acontecesse alguma coisa”.

Para quem não se lembra, a primeira temporada é aquela que Naruto & Cia lutam contra Zabuza e o garoto que parecia uma garota. Na época eu cheguei até a contar, foram cerca de 6 episódios nos quais uns 5 minutos eram só retrospectiva do episódio anterior. Se eu estiver exagerando, é pra menos.  Não precisa nem falar que o ritmo do anime ficou altamente comprometido. Se a qualidade de animação fosse excelente isso seria até justificável: não havia tempo pra fazer o resto do episódio com a mesma qualidade. Exceto que a qualidade do anime naquele momento era horrenda. Como eu disse, a única razão de eu continuar assistindo é porque eu não imaginei que algo faria tanto sucesso sendo tão ruim, então fiquei esperando a parte boa vir. No fim das contas Naruto melhorou, mas não muito e eu acabei desistindo dele antes mesmo de chegar em qualquer filler.

No final das contas, eu não entendo fillers. Até entendo o motivo por trás deles, mas acredito que no final das contas fazer um anime com temporadas intercaladas aumentaria a qualidade dos animes, conseqüentemente aumentando o público.

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