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Archive for fevereiro \26\UTC 2010

Devo confessar que sou ex-viciada em Ragnarok Online. Comecei a jogar no servidor oficial ainda no open beta, em outubro de 2004, e só fui parar em março de 2008. Foram 3 anos e meio jogando esse misto de 2D/3D com direito a um perma-ban ainda em 2005.

Tendo em vista toda a xp e materiais (entenda-se pérolas da ignorância alheia) recolhidos durante esses anos, pretendia fazer um post com os melhores momentos. No entanto, um post só não seria o bastante.

Começando com as pérolas do vitinholindo1. Apesar de terem sido postadas no fórum do jogo, qualquer pessoa alfabetizada em português irá entender a graça do mestre.

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vitinholindo1 tenho um video de um monk e ação mais to corioso para ver mais quem tiver videos de qual quer classe dando cossa bonito em outra me manda que e bom para analisa”

The Ragi “www.google.com.br”

vitinholindo1 “ai vcs são (censurado)s a paca se n tiver nada para posta n posta que ideia parece debio mental e o outro la de cima vai toma no (censurado) eu n perguntei sait de busca seu panaca”

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vitinholindo1 “na minha opinião isso que é nobaje, pega um post que ja tinha cido esquecido para fica zuando na boa que endiotisse cara se ainda fossem posta alguma coisa de interressante vem com esses negocios borçais”

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vitinholindo1 “Ae agora falando serio The ragi vocÊ esta me agredinto verbalmente se quer algum tipo de discurssão se vc me acha “mentiroso” “debio mental” fala comigo entaum se quiser aqui o meu msn “vitinholindo1@hotmail.com” uma coisa que eu odeio é uma pessoa me chama de mentiroso”

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vitinholindo1 “PS:e você ce acha Nerd é problema seu mas não me enquadre nesse seu mundinho valeu,tenho preconceito não acho manero uma pessoa viver a vida em frente a uma tela de um Micro sei se emporta do que acontece a seu Redor, eu sou Campeão Carioca de Kick boxer pela Famecerj 2ºlugar na ilha do governado e tenho mais titulos de campeonatos , ce você não acredita pode checa nos arquivos da ISKA e da FAMECERJ, amigo vai arruma uma namorada flw.”

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vitinholindo1 “ae na boa to me divertindo muito com esse post, cara minha dignidade ta entaquita,você passou longe da minha mesada coloca mais um 0 ai que talvez chegue perto,tu é tam fracassado que esta comparando sua vida com a minha, ce na sua adolecencia você ficava com crianças com metade da sua idade e não tinha confiança em você mesmo isso é problema seu, deu para percebe que você é um medroso não sabe nada de estilo de luta e generaliza compara briga de rua com arte macial, e meu Futuro já esta feito não vou precisa me umilha para ninguem e recebe ordem pode fica certo disso”

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vitinholindo1 “ae 1×1 pode usa porção?que eu saiba desafio não se usa porção,uahauahah agora que eu me lembrei cara qualquer ferreiro pode carrega o dobro quintuplo de porção que vc carrega vc mau aguenta umas 200 brancas”

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vitinholindo1 “Nerd~s vc tem imvega de min por eu luta arte macias e ser play boy e bate em geral”

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vitinholindo1 “a uso roupa colada mesmo”

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vitinholindo1 “(…) PS:Por favo me avise se houver algum erro de português.”

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E esse foi o vitinholindo1.

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Maluquice em anime não é novidade, é uma constante, fazendo até com que haja um certo padrão de elementos irreais num título. Mas há também animes que fogem deste padrão. Até o momento, para mim, Bakemonogatari estava no topo desta lista, com seus diálogos e direção únicos. Só posso dizer que ele foi atropelado do primeiro lugar por um trator chamado Trapeze.

Trapeze (空中ブランコ – Kuuchuu Buranko) é um anime seinen (destinado ao público masculino adulto) produzido pela Toei Animation, dirigido por Nakamura Kenji (o mesmo de Mononoke) e foi transmitido na temporada passada (Primavera 2009). Além de seinen, é classificado também como comédia e psicológico. Para mim, psicodélico seria a palavra que melhor descreveria este anime.

A história é sobre o Dr. Irabu, um psiquiatra que a cada episódio trata de um paciente diferente. Todos os episódios seguem o mesmo padrão: é mostrada a condição do paciente, e como ela afeta sua vida, ele vai ao consultório do Dr. Irabu, recebe uma injeção da adorável Mayumi, se transforma em um animal que reflete a doença que sofre e a partir daí começa o processo de tratamento da condição.

Assistindo o anime não parava de pensar que seria um prato cheio praquelas professoras de português que pedem pra analisar as mensagens implícitas no texto/filme. Além da óbvia relação entre o animal no qual o paciente se transforma e sua doença, há também a simbologia de entrar no nada convencional consultório do Dr. Irabu, tomar a injeção para então assumir a forma animal.

Algo que me chamou a atenção também foi que de, apesar dos dois primeiros episódios me deixarem totalmente desnorteada, a cada episódio tudo passa a ser mais compreensível, o que me deu a sensação de eu estar me acostumando à loucura. E também a pergunta que fica no ar: o que é o Dr. Irabu? Ao contrário de seus pacientes, ele assume 3 formas diferentes: a animal, a de criança e a “real”. Se alguma professora e português estiver lendo, por favor me diga a resposta correta. Deixa pra lá, prefiro não saber.

Consultório do Dr. Irabu

E para completar o surrealismo da história temos o visual. A sensação psicodélica do anime se deve principalmente por esse fator, e boa parte do humor também. O character design dos pacientes não foi feito para agradar ninguém que goste de beleza. E além da mudança da personagem entre animal e humano, há também momentos em que o rosto da pessoa passa a ser um rosto real, muitas vezes com expressões ridículas. Isso tudo pode assustar muita gente no primeiro episódio. No meu caso, aquilo foi tão bizarro que eu tive que ver mais.

Ainda quanto ao visual, devo destacar que os cenários são muito bem trabalhados. Como um exemplo posso citar com que detalhes o estádio de Beisebol aparece. Até mesmo os figurantes são bem trabalhados, apesar de serem apenas cartazes de papelão.

Por conta de sua excentricidade, Trapeze não é um título que eu recomendaria para qualquer pessoa dizendo “assista! Você vai adorar!!” porque vai depender de cada um. O que eu digo é pra assistirem o 1º episódio, os demais episódios não serão muito diferentes desse, então a decisão é de cada um se continua ou não.

A série pode ser conferida nos subs da gg (em inglês).

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Adicionei uma nova página ao blog: Projeto DRRR!!.

O que é o Projeto DRRR!! ?

É o projeto de tradução da novel de Durarara!!, que deu origem ao mangá e ao anime de mesmo nome. Como estou totalmente viciada nessa série, só o anime e o mangá não vão saciar minha sede, então resolvi aproveitar que estou lendo para traduzir também.

Eu tenho muito interesse em light-novels no geral, ainda mais sabendo que ótimos animes vieram delas, tais como Haruhi, Baccano!, Toradora entre vários outros. É uma pena que não haja muitas pessoas traduzindo esse tipo de material, principalmente para o português (se alguém conhecer quem traduza, me avisa por favor). Uma pena também que as editoras brasileiras ainda não mostraram muito interesse em trazer novels originais, mas quem sabe se elas se popularizarem pela internet elas mudem de idéia…

Bem, quanto à tradução em si, como eu estou traduzindo direto do japonês, o processo é demorado. A tradução em si é relativamente simples, o complicado é o processo de leitura, em que eu tenho que parar diversas vezes para checar vocabulário e kanji e voltar para ler entendendo o contexto. Pretendo lançar 1 capítulo por mês, e espero que com prática eu passe a conseguir ler e traduzir mais rápido.

O download do Prólogo já está disponível na página.

Boa leitura!

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Apesar de ter 12 anos, só fui assistir Cowboy Bebop agora em 2010, depois de já ter assistido Avatar. Não pude deixar de reparar uma semelhança sutil entre Pandora e Venus de Bebop.

Ilhas flutuantes e esporos de Vênus – Cowboy Bebop (1998)

Esta é uma imagem do 8º episódio de Bebop, que se passa em Vênus. Em vídeo é possível ver melhor os esporos (a partir de 5:28). Alguém tem alguma informação de realmente houve alguma inspiração de Bebop na arte conceitual de Pandora, ou foi só coincidência?

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Para quem não sabe, ontem de noite (ou hoje de madrugada, se preferir) passou a final da patinação masculina dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver. Se você tem vida não pôde conferir, a Record anunciou que irá passar hoje às 14:30. Não posso me considerar uma grande fã do esporte, mas minha mãe é e há muito tempo, e por isso acabo muitas vezes assistindo junto com ela. No começo eu era indiferente ao esporte. Achava algumas apresentações bonitas, outras bem feitas, mas nada que realmente me prendesse a atenção.

Isso mudou completamente quando assisti a uma apresentação de Evgeni Plushenko, acredito que em 2003, mas não me lembro exatamente. Aquilo me hipnotizou. Não somente por ele ser bom tecnicamente, algo nele conquistava o público e me fez querer ver mais daquilo.

(Ao final do post colocarei links pro YouTube das que eu considero algumas das melhores apresentações.)

Ainda não me posso considerar uma grande fã, mas faço questão de acompanhar a patinação masculina nos Jogos Olímpicos. Acompanhei os de 2006 e os de agora, 2010. Em 2006, os patinadores de que eu gostava eram o Plushenko (RUS) e o Joubert (FRA). Conhecia o Weir, mas não gostava muito dele.

Agora em 2010, a apresentação do Plushenko me decepcionou um pouco. Era de se esperar que ele regredisse um pouco tecnicamente pelo tempo que ficou fora, mas isso não aconteceu. Mas pra mim, ele perdeu um pouco do brilho que tinha nas apresentações anteriores. Joubert acabou indo muito mal no curto, e pelo que vi das notas, no longo também (a Sportv fez o favor de interromper a apresentação durante o grupo dele e por isso não vi ainda).

Mas houve 2 surpresas positivas para mim: Takahashi (JAP) e Weir (USA). As apresentações dos dois foram impecáveis tecnicamente, excetuando a queda do Takahashi no início do programa longo. Mas o principal foi o artístico! Deu gosto de ver os dois patinando, eu fiquei com um sorriso bobo na cara o tempo todo quando esses dois estavam na pista. O Takahashi pelo seu jeito galanteador (ele me lembrou um pouco o Hyde) e o Weir por não se levar a sério.

No final, a classificação foi:

1º – Evan Lysacek (USA)

2º – Evgeni Plushenko

3º – Daisuke Takahashi

Entendendo um pouco melhor a pontuação na patinação, os atletas devem executar dois programas. Um curto (2:50 minutos) que vale 1/3 da nota, sendo a pontuação máxima 100, e um longo (4:30) que vale os demais 2/3 e, portanto, um máximo de 200 pontos. Nos dois programas, a nota se divide meio-a-meio entre elementos técnicos e artísticos. Entre os elementos técnicos estão os saltos, os giros e as seqüências de passos, devendo-se enfatizar que nos saltos, uma aterrisagem boa pode conceder bônus na pontuação, enquanto um desequilíbrio acarreta redução. A nota artística é composta de coreografia, transições, interpretação, performance e habilidade com o patins. Não é difícil perceber que aqui os elementos são bem mais subjetivos.

Lysacek foi praticamente perfeito, mas não me conquistou. O pódio foi relativamente justo, por conta de sua queda, Takahashi não tinha opção senão ficar em 3º. Talvez o Plushenko merecesse o ouro, mas não posso considerar uma injustiça uma vez que os dois foram muito bem.

Já com o Weir a injustiça foi gritante. Tanto no programa curto quanto no longo ele fez tudo tecnicamente perfeito e artisticamente fabuloso. E nos dois casos a nota foi bem menor do que o merecido. Não conheço os detalhes, mas parece que tem alguma polêmicas em cima do Weir e  os juízes não gostam do jeito bicha dele. O que é uma puta tremenda palhaçada. No momento em que o patinador está no ringue não importa o que ele fez fora. E caso ali dentro ele seja “gayzístico” também não importa, desde que se faça tudo que tem que fazer. Não há nenhum elemento chamado “masculinidade” na composição da nota.

A outra injustiça que ocorreu foi o contrário, deram mais nota do que o patinador merecia. Minha mãe sempre fala que os juízes costumam dar nota melhor pros atletas da casa, sei lá por que motivo, também não há nenhum elemento chamado “nacionalidade” na composição da nota. Foi o caso de Chang (CAN) que teve falhas nos dois programas, tem um patinar não muito bonito nem seguro (e isso conta nota!) e ainda assim ficou em 5º lugar, enquanto o Weir ficou em 6º. É absurdo conceber que o Chang teve uma nota artística maior que a do Weir. Deviam rever a forma de dar notas porque o atleta sabe quando é injustiçado e isso pode acabar desestimulando muitos deles, o que é realmente uma pena.

Mas enfim, o que está feito está feito. Quem puder recomendo muito que acompanhem hoje (a partir das 14:30 na Record) e aproveitem o show.

Indo pras minhas apresentações favoritas:

Evgeni Plushenko – The Godfather – Programa Longo Torino 2006

Brian Joubert – Lord of the Dance – Gala (2004 ou 2005)

Johnny Weir – I love you, I hate you – Programa Curto Grand Prix do Japão 2009

Mesmo apresentado em Vancouver, mas o comitê olímpico não permite que o vídeo seja divulgado. Ele é praticamente a Lady Gaga do gelo. Quem quiser o da Olimpíada, o Eztv está disponibilizando as provas pra download. Obviamente vocês não souberam disso por mim.

Daisuke Takahashi – Eye – Programa Curto Campeonato Japonês 2009

Mesmo caso do Weir, o mesmo que foi apresentado em Vancouver.

Espero que gostem!

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Finalmente chegamos aos dois últimos anos da década. Retrospectiva 2008 e 2009:

2008 – Menções Honrosas

Em 2008 saíram dois animes BL muito bons, os primeiros do gênero que eu vi e gostei: Junjou Romantica e Kuroshitsuji. Junjou Romantica é totalmente focado nas relações entre as personagens de uma forma bastante insinuante. Junte isso com um character design e animação de ótima qualidade e você tem uma obra pra fujoshi nenhuma botar defeito. Mas se você não gosta de yaoi, passe longe daqui… ou use sua imaginação para colocar seios nas personagens.

Já em Kuroshitsuji o BL é sutil, quem quiser o ver, verá. O anime é, inclusive, classificado como shounen, tendo um enfoque maior no mistério.

2008 – Skip Beat!

No post anterior deve ter dado pra perceber que sou fã da Inoue Marina. Em 2008 ela mostra mais uma vez a sua maestria em mudar de tons de voz calmos para raivosos em Skip Beat. A história do anime é sobre uma garota, Kyoko (Inoue Marina) que ama Shoutaro e faz tudo por ele. Faz trabalhos domésticos, compra o que ele gosta e deixou de estudar para trabalhar para que ele tivesse uma vida confortável. Ela inclusive nem se importa que ele a trate mal, estar com ele é o suficiente. Detalhe, Shoutarou é um cantor famoso.

Até que Kyoko acaba ouvindo Shou(tarou) conversando com sua empresária, e dizendo que acha Kyoko uma idiota e só fica com ela por ser conveniente ter uma empregada, e que quer ficar com Shouko (sua empresária). Ao ouvir isso tudo, Kyoko fica tão triste que entra em depressão e a partir daí o anime se desenvolve…

NOT!! Triste? Kyoko dedicou sua vida por Shou, deixou de ir ao ensino médio por ele e descobre que ele a considera um capacho. O que ela sente não é tristeza, é raiva. MUITA raiva! Tanta que ela jura vingança a ele. E ele, como perfeito canalha, diz que se ela quer mesmo vingança, devia entrar no showbiz, deixando claro que é impossível para uma garota como ela que não era feminina e nem sabia cuidar de sua aparência.

E essa é a história de fundo de Skip Beat. Nunca vi alguém retratar a raiva e forma tão real e cômica ao mesmo tempo. Nem aquela sede de vingança, de esfregar na cara do outro de que você conseguiu fazer aquilo que ele duvidava.

Realmente espero que façam uma segunda temporada dele, já que o anime terminou num momento que a história se desenvolveria bastante no mangá.

2009 – Bakemonogatari

A Shaft tem uma capacidade incrível de fazer primeiros episódios bizarros que me fazem querer mais. Foi assim com Sayonara Zetsubou Sensei, foi assim com Bakemonogatari. Mais que bizarro, Bakemonogatari foi um tanto quanto perturbador. Ter sua bochecha grampeada definitivamente não é uma imagem agradável, embora seja tratado com relativa naturalidade aqui.

A história é sobre Araragi, um ex-vampiro, que encontra garotas com problemas com espíritos e as ajuda. Simples assim. O charme do anime está nas personagens e nos diálogos. Ou você acha que seria uma personagem qualquer que grampearia a boca de alguém que a salvara? A direção do anime também tem um papel fundamental para tornar Bakemonogatari tão único.

Devo destacar também o episódio 12, o último veiculado na televisão. Um dos momentos mais românticos que já vi em qualquer obra.

E Bakemonogatari fecha com chave de ouro a década de 00.

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Chegando na reta final da retrospectiva da década, com obras que já estão mais frescas na memória agora.

Anos de 2006 e 2007

2006 – Menções honrosas

De agora em diante vai ser mais complicado ainda eu me limitar a um só título por ano, pois tem vários que merecem ser mencionados. Em 2006 tivemos dois excelentes shoujos-comédia-harém inverso lançados: Ouran Host Club e Yamato Nadeshiko Shichi Henge. Embora eu goste de shoujo mangá, são poucos os animes shoujo que me agradam, e neste ano foram lançados dois excelentes, que curiosamente tem o background bem parecido. Valem a entrada.

2006 – Suzumiya Haruhi no Yuutsu

Não tinha como ser outro anime, Haruhi foi uma revolução no Japão e não é pra menos. História original, personagens cativantes, character design excelente, animação excelente, dublagem de primeira, músicas empolgantes, dancinha contagiante. Esqueci alguma coisa? Ah sim, fanservice. Muito fanservice, o que não prejudica a obra, diria até que o contrário. E também as várias referências ao universo otaku, o que eu acredito que tenha sido o maior trunfo da KyoAni para que a série se popularizasse tanto . Misture tudo isso e você tem o que Haruhi foi e ainda hoje é.

O que me chamou mais a atenção foi a história mesmo, que pode parecer confusa no começo, mas, como eu disse é original. É a história de uma garota, Haruhi, que na verdade é… não, isso seria spoiler. Quem narra a história é Kyon, então na verdade é a história de um garoto que quer levar uma vida colegial normal, que abandona pensamentos infantis de que Aliens, Espers e viajantes do tempo existam. Só que ao se envolver com Haruhi, uma garota que não gosta de nada que seja normal, acaba descobrindo que aliens, espers e viajantes do tempo de fato existem.

Eu não tenho talento como contadora de história, então confira já esse anime!

2007 – Menções honrosas

Não posso deixar de mencionar Lucky Star, comédia mais otaku que eu já vi, nem Nodame Cantabile, obra josei (público feminino mais adulto) que tem como fundo a música clássica e que trata com maestria os relacionamento entre as personagens.

Tenha que citar também o não-acredito-que-perdi-horas-da-minha-vida-vendo-isso School Days. As opiniões que ouço a respeito dele são ou 8 ou 80. No meu caso, dou nota 8 e alerto a todos ficarem longe disso.

Último menção honrosa é Baccano!. Eu ficaria numa dúvida crudelíssima entre ele é o escolhido, mas como eu só fui assistir Baccano! este ano, resolvi deixar o posto para uma obra que assisti em 2007 e que foi uma divisora de águas. Eu não vou nem tentar resumir a história do anime porque não conseguiria fazer em poucas linhas. Só vou dizer que ela se passa nos Estados Unidos na década de 30. É um dos poucos animes que eu recomendo sem medo a não-otakus, uma vez que a história e personagens são excelentes e não é necessário ter conhecimentos sobre o Japão para apreciar a obra.

Ao contrário do meu escolhido do ano…

2007 – Sayonara Zetsubou Sensei

Também, para mim, não tinha como ser outro. Basta olhar o cabeçalho deste blog.

Lembro como se fosse ontem quando eu assisti o primeiro episódio de SZS. A Kafuka dançando às pétalas de flor de cerejeira que caiam. Ela pensando em como a primavera representa um novo começo e esperança. Tudo exagerada e propositalmente clichê. E, finalmente, ela encontrando nosso querido Itoshiki Nozomu se enforcando numa das cerejeiras.

Logo em seguida vem a abertura, que era nada além de um fundo preto com escritos imitando o cinema mudo, com uma música que não combinava em nada com o que tinha sido apresentado até então. Até que no meio da abertura aparece o Maedax fazendo algumas expressões aleatórias por alguns segundos, logo voltando ao estilo cinema antigo.

Terminada a abertura, volta-se à cena inicial, e Kafuka decide salvar o, até então, desconhecido que tentava se enforcar. E ela faz isso o puxando pra baixo, fazendo com que ele sufocasse mais ainda. Durante o processo, a calcinha de Kafuka fica exposta, e como censura contamos com a cara do Maedax cobrindo as partes impróprias. Quando a corda se parte e nosso suicida está a salvo, ele grita num impulso à sua “salvadora” que quase o matou:

“E se eu tivesse morrido?!?!”

Passarinhos cantam naquele momento de silêncio. Kafuka convence-se de que ele não estava tentando se matar, mas apenas tentando ficar mais alto, assim como seus pais já haviam tentado.

Confesso que até este momento eu não estava certa de como eu me sentia a respeito do anime. A arte é peculiar e o humor me agradou muito, mas parecia que ia ser a história de uma pessoa extremamente pessimista (Nozomu) que é contagiada com o otimismo de uma jovem (Kafuka) e que ia se resumir a isso. Bem, a própria continuação do episódio mostrou que não seria esse o caso, embora não tivesse mostrado todo seu potencial. Foi a apresentação das personagens principais, sem muito tempo para chegar nos finalmentes.

Mas logo SZS mostra a que veio: humor ácido, debochado e extremamente japonês. Eu ainda hoje quando reassisto a algum episódio, reparo em algum detalhe que eu ainda não tinha notado ou que não tinha condições de entender. E continuo tendo a certeza que tem muita coisa que eu não entendi. A direção do anime é um papel fundamental nele, multiplicando o efeito humorístico de toda a obra. Os seyuu (dubladores) também são de primeira linha e cada um sabe expressar muito bem suas personagens. Devo dar um destaque especial à Inoue Marina, que interpreta Kitsu Chiri. Os nuances que ela faz com a voz entre os momentos sériose os psicopatas são fenomenais.

E quanto ao clichê que eu esperava, o otimismo da Kafuka só faz com que Nozomu entre num desespero maior ainda, felizmente. (Embora, no fim das contas, isso é o que menos apareça no anime, também felizmente.)

ZETSUBOU SHITA!!!!

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