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Archive for the ‘Resenhas’ Category

Assisti aos Vingadores. Como os últimos filmes de super-heróis que assisti, não gostei. Desta vez entendi o porquê. Antes achava que era a falta de plot que me incomodava, mas um dos filmes de ação que eu mais gostei tem uma história que pode ser contada inteira em uma frase. (Ex-agente da CIA salva a filha que foi sequestrada para ser escrava sexual na Europa).
Meu problema com os filmes de ação de super-heróis é a falta de ação. Repare, quase não temos cenas de luta de verdade.
Ou os caras ficam fazendo poses para parecerem cool,

Vogue, vogue

ou fica uma falação desgraçada para dar umas sacadas engraçadinhas, no máximo

Sabe a do pintinho que nasceu sem cu?

ou temos o cara soltando foguinho aqui e raiozinho ali.

Gerador Tesla

As eventuais cenas de ação de verdade ou são gravadas com uma câmera se movendo a 100km/h com um zoom bizarro,  ou no escuro e com os participantes vestindo preto também. E tem menos de 30 segundos, claro.

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Acabei me enrolando tanto com as provas (que já acabaram faz mais de 1 semana, devo dizer), que fui deixando minhas primeiras impressões pra depois e depois e depois.

Tanto que um dos títulos que pretendo assistir, Rainbow, nem o 1º episódio conferi ainda, mas se adiar mais ainda só vai sair junto com a temporada de verão, então vamos lá.

Uragiri wa Boku no Namae wo Shitte iru, mais conhecido como simplesmente UraBoku, devia estar no post passado, das desistências, mas acabei esquecendo. O motivo disso é que já li shounen-ai’s de fantasia (shounen ai = homem com homem) o suficiente para saber que não gosto deles. E além disso, teve um erro de continuidade tão gritante que até eu, que sou extremamente tapada para esse tipo de coisas, reparei.

Hakuouki e Senkou no Night Raid pretendo acompanhar por mais um tempo (estou atrasada nos dois), mas tenho medo da facilidade deles caírem em lugares comuns: Hakuouki com o harém inverso e possível excesso de melosidade e Night Raid por ver semelhanças com Canaan, que começou bem, mas com um final decepcionante.

Kaichou wa Maid-sama é exatamente o que eu esperava: comédia romântica pra assistir sem stress. Como a maioria de shoujos, a coloração me parece estranha, e, como o Denys do Gyabbo bem apontou, Kaichou é “o anime com o uniforme escolar mais feio de toda história da animação japonesa”.

Arakawa Under the Bridge é a Shaft no que ela é melhor: anime sem noção. Mas como li em uma review do anime, não é muito diferente dos outros animes da Shaft que seguem o mesmo estilo. O anime está com uma qualidade, tanto de animação quanto de roteiro, boa o suficiente para a redenção do fiasco que foi Dance in the Vampire Bund, mas ainda sem empolgar tanto quanto as demais obras do estúdio, como Zetsubou Sensei, Bakemonogatari e até mesmo Natsu no Arashi. A dublagem de Kamiya Hiroshi também está me incomodando um pouco, não que eu não goste dele, pelo contrário, mas a voz está muito parecida com a do Izaya de Durarara!!. Se os animes não fossem transmitidos na mesma época não seria algo que incomodaria, mas este não é o caso.

E para prejudicar ainda um pouco mais Arakawa, um anime desta temporada ganha fácil dele em termos de sem-noção. Tatami Galaxy não chega no nível visual psicodélico de Trapeze, mas brinca bastante com este fator. E as falas são rápidas. Muito rápidas. O primeiro episódio (único que eu assisti até o momento) foi praticamente um monólogo do personagem principal numa velocidade insana e com pouquíssimas pausas. Para quem não gosta de anime “com pouca ação” e que “só tem fala”, passe longe daqui. Para quem gosta de se sentir perdido o tempo todo, como eu, é um prato cheio.

E para finalizar temos House of Five Leaves, outro título com o character design diferente do convencional, porém com uma história e personagens a serem desenvolvidos. Diria que é o anime seinen/slice-of-life da temporada, apenas com o detalhe de não ser ambientado no presente. E apesar de serem bem diferentes, a mesma recomendação de Tatami vale aqui: quem não gosta de “pouca ação” é melhor passar longe, sem se deixar enganar pelo fato de haver samurais aqui.

Apesar de muitas pessoas dizerem que esta temporada está bem melhor que a anterior, para mim Durarara!! teve um impacto muito maior do que qualquer uma das séries de primavera.

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Para quem conhece a série, o título já diz tudo. O assunto do post é Ace Attorney, série de jogos para Nintendo DS que incluem: Ace Attorey: Phoenix Wright, AA: Justice for All, AA: Trials and Tribulations, AA: Apollo Justice e AA Investigations: Miles Edgworth.

Ace Attorney é um série de jogos de aventura/visual novel onde o jogador assume o papel de um advogado de defesa num tribunal fictício, buscando o veredicto de “inocente” para o seu cliente, usando investigação criminal, provas, e a examinação de testemunhos.” (fonte: Wikipedia)

Não deixe esta descrição te enganar, pois qualquer um dos 5 jogos da franquia prende o jogador até o fim. Imagine um livro ao estilo Agatha Christie em que, ao invés de Miss Marple ou Hercule Poirot, o personagem principal seja um advogado de defesa, Phoenix Wright, que procura evidências para encontrar o verdadeiro criminoso, a fim de inocentar seu cliente.

Jean Armstrong: uma testemunha

A cada jogo, há 5 casos de assassinato em que se deve colher evidências e apresentá-las na corte para que o verdadeiro culpado seja desmascarado. O 1º caso de cada jogo já começa direto no tribunal, com as testemunhas falando suas versões da história. Porém, nem sempre o que a testemunha diz é coerente com as evidências, quando aparecerem essas contradições deve-se, discretamente, apresentar aquilo que contradiga o testemunho. E por discretamente, eu quero dizer gritar “Objection!”, bater na mesa e apontar o dedo indicador para a testemunha ou promotor. Nos demais casos, ates de ir à corte, deve-se ir ao local do crime colher as evidências.  E há uma particularidade no sistema judiciário do jogo: estão todos contra você, sempre!

Além disso, os casos são ambientado na Los Angeles atual, inclusive com diversas referências à cultura pop, as personagens (vítimas, testemunhas, criminosos, promotores e o juiz) são bizarras ao extremo e a trilha sonora é excelente, contando com um papel fundamental para te empolgar a resolver os mistérios. Isso sem falar nos efeitos sonoros em si, os gritos, as batidas na mesa, o som das letras aparecendo, etc. Eu diria que é um dos poucos jogos que eu faço questão de não jogar no mudo.

A ladder

Finalmente, como se trata de um jogo baseado em texto, a narrativa tem um papel extremamente importante, e diria que é o ponto mais forte do jogo. Ela é formada essencialmente dos pensamentos do protagonista e das falas dele e diálogos com demais personagens, fonte das cenas mais engraçadas do jogo.

Nem tudo do jogo é perfeito, a jogabilidade não muda quase nada nos 1 jogos da franquia e o padrão dos casos também é constante. Porém isso, de forma alguma, tira o brilho da série. Seria como dizer que House MD é ruim porque todos os episódios seguem um “molde”.

O que talvez seja o mais irritante dos jogos seja o fato de nós, jogadores, pensarmos a frente do caso e apresentarmos evidência antes do tempo. Não que as evidência sejam erradas, mas não é o que o jogo quer naquele momento. Mas nada que um tutorial não resolva também.

Enfim, considero a série Ace Attorney como obrigatória para quem tem um DS. Se ainda não se conveceu, você pode conferir diversos quotes dos jogos aqui. Eu apresento uma pequena seleção só para se ter uma idéia do nível das referências que eles fazem durante a série.

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Phoenix Wright: (My heart goes out to you, Edgeworth. Not.)

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Maya: Umm, would you mind taking a look at this?
Basil: I’m sorry. That data is SuPer-Admin Restricted Desktop Access password-protected.
Maya: SuPer-Admin Restricted Desktop Access password-protected!? What? This is madness!
Phoenix: No, Maya, that is SPARDA.

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Passenger: OM NOM NOM NOM NOM NOM! In Soviet Russia, World Flags Lunchboxe eat j00! Urrrr….Nnnn….F… (>_<;) Found it! LAWL!! Ooh! I feel a wave of CR34T1V3 POW3RZ coming ON! It’s over 9000!!! LULZ! For my next L33T movie, it’s gonna be “The Steel Samurai: Warrior of Neo Olde Tokyo”… versus “The World Samurai: Champion of the Earth”! It’s gonna r0x0rz so many b0x0rz!

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Alba: And I would’ve gotten away with it too if it wasn’t for you meddling prosecutors.

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Maluquice em anime não é novidade, é uma constante, fazendo até com que haja um certo padrão de elementos irreais num título. Mas há também animes que fogem deste padrão. Até o momento, para mim, Bakemonogatari estava no topo desta lista, com seus diálogos e direção únicos. Só posso dizer que ele foi atropelado do primeiro lugar por um trator chamado Trapeze.

Trapeze (空中ブランコ – Kuuchuu Buranko) é um anime seinen (destinado ao público masculino adulto) produzido pela Toei Animation, dirigido por Nakamura Kenji (o mesmo de Mononoke) e foi transmitido na temporada passada (Primavera 2009). Além de seinen, é classificado também como comédia e psicológico. Para mim, psicodélico seria a palavra que melhor descreveria este anime.

A história é sobre o Dr. Irabu, um psiquiatra que a cada episódio trata de um paciente diferente. Todos os episódios seguem o mesmo padrão: é mostrada a condição do paciente, e como ela afeta sua vida, ele vai ao consultório do Dr. Irabu, recebe uma injeção da adorável Mayumi, se transforma em um animal que reflete a doença que sofre e a partir daí começa o processo de tratamento da condição.

Assistindo o anime não parava de pensar que seria um prato cheio praquelas professoras de português que pedem pra analisar as mensagens implícitas no texto/filme. Além da óbvia relação entre o animal no qual o paciente se transforma e sua doença, há também a simbologia de entrar no nada convencional consultório do Dr. Irabu, tomar a injeção para então assumir a forma animal.

Algo que me chamou a atenção também foi que de, apesar dos dois primeiros episódios me deixarem totalmente desnorteada, a cada episódio tudo passa a ser mais compreensível, o que me deu a sensação de eu estar me acostumando à loucura. E também a pergunta que fica no ar: o que é o Dr. Irabu? Ao contrário de seus pacientes, ele assume 3 formas diferentes: a animal, a de criança e a “real”. Se alguma professora e português estiver lendo, por favor me diga a resposta correta. Deixa pra lá, prefiro não saber.

Consultório do Dr. Irabu

E para completar o surrealismo da história temos o visual. A sensação psicodélica do anime se deve principalmente por esse fator, e boa parte do humor também. O character design dos pacientes não foi feito para agradar ninguém que goste de beleza. E além da mudança da personagem entre animal e humano, há também momentos em que o rosto da pessoa passa a ser um rosto real, muitas vezes com expressões ridículas. Isso tudo pode assustar muita gente no primeiro episódio. No meu caso, aquilo foi tão bizarro que eu tive que ver mais.

Ainda quanto ao visual, devo destacar que os cenários são muito bem trabalhados. Como um exemplo posso citar com que detalhes o estádio de Beisebol aparece. Até mesmo os figurantes são bem trabalhados, apesar de serem apenas cartazes de papelão.

Por conta de sua excentricidade, Trapeze não é um título que eu recomendaria para qualquer pessoa dizendo “assista! Você vai adorar!!” porque vai depender de cada um. O que eu digo é pra assistirem o 1º episódio, os demais episódios não serão muito diferentes desse, então a decisão é de cada um se continua ou não.

A série pode ser conferida nos subs da gg (em inglês).

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